Oficina
sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) – Faculdade de enfermagem
PUC-Campinas
Gonorréia:
Esta é uma das mais comuns entre as doenças transmitidas
sexualmente. De seis a oito dias após a relação sexual desprotegida, a pessoa
começa a sentir ardência e dificuldade ao urinar e apresentar corrimento
amarelo ou esverdeado ou até mesmo com um pouco de sangue, que sai do pênis,
vagina ou ânus. Pode acometer o olho que entrar em contato com a secreção da
pessoa infectada.
Clamídia: É considerada a bactéria sexualmente transmissível através do
ato sexual sem preservativo com a pessoa infectada. Essa DST pode causar
úlceras (feridas), dor ao urinar, corrimento uretral, sua principal causa pode
ser pelo HPV (papiloma vírus humano). Pode infectar pênis, vagina, ânus e
garganta.
Herpes genital: É transmitida por via sexual, podendo causar feridas dolorosas,
coceira e não existe medicamento que possibilite a cura e sim medicamentos que
trata os sintomas.
Papiloma Vírus Humano
(HPV): É caracterizada por lesões múltiplas ou
únicas localizadas em região vulvar, colo do útero, vagina e meato uretral. É o
maior causador de câncer de colo de útero nas mulheres e passa pelo canal de
parto para o bebê.
Condiloma: Conhecido também como verruga genital, crista
de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST, normalmente causa verrugas de
tamanhos variáveis. No homem, é mais comum na cabeça do pênis (glande) e na
região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva,
região do ânus e colo do útero. As lesões também podem aparecer na boca e na
garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem
apresentar sintomas. O Papanicolau pode detectar alterações precoces no colo do
útero e deve ser feito de rotina por todas as mulheres.
Hepatites virais: A
hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns
remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e
genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas
quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos,
dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. As
hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem,
ainda, os vírus D e E. A hepatite B e a hepatite C podem ser transmitidas pela
relação sexual sem preservativo ou pelo contato de sangue ou secreção da pessoa
infectada.
Tricomoníase: É uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Nas mulheres, ataca o colo do útero, a vagina e a uretra, e nos homens, o pênis. Os sintomas mais comuns são dor durante a relação sexual, ardência e dificuldade para urinar, coceira nos órgãos sexuais, porém a maioria das pessoas infectadas não sente alterações no organismo. A doença pode ser transmitida pelo sexo sem camisinha com uma pessoa infectada. Para evitá-la, é necessário usar camisinha em todas as relações sexuais (vaginal, oral ou anal). É a forma mais simples e eficaz de evitar uma doença sexualmente transmissível. Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessas DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. Os parceiros também precisam de tratamento, para que não haja nova contaminação da doença.
Sífilis: É uma doença infecciosa causada pela
bactéria Treponema pallidum.
Pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com
alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para
o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações
sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples,
confiáveis e baratos de prevenir-se contra a sífilis congênita. Os primeiros
sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas
virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com
alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não
apresentam pus.
HIV: HIV
é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da Aids,
ataca o sistema
imunológico, responsável por defender o organismo de
doenças. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a Aids. Há muitos soropositivos
que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem
transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo
compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez
e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em
todas as situações.
Fonte:
o
Portal
de DST AIDS e hepatites virais. Disponível em http://www.aids.gov.br. Acesso em: 24 Out.
2014.











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